sábado, 12 de abril de 2014
Identidade
Não nos contentamos com a vida que temos em nós e no nosso próprio ser: queremos viver na ideia dos outros uma vida imaginária e para isso esforçamo-nos por manter as aparências.
Trabalhamos incessantemente para embelezar e conservar o nosso ser
imaginário, e descuramos o verdadeiro. E se temos ou a tranquilidade, ou
a generosidade, ou a felicidade, apressamo-nos a apregoá-lo, a fim de
atribuir estas virtudes ao nosso outro ser, e se fosse preciso
estaríamos prontos a despojar-nos delas para as juntar ao outro; de
bom grado seríamos covardes para adquirirmos a reputação de valentes.
Grande sinal do nada que somos, não nos contentarmos de uma coisa sem a outra, e trocarmos muitas vezes uma pela outra!
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